2008-03-24

Sportinguistas: O Último Fôlego

A decisão, em si mesma, é uma das mais importantes etapas da Gestão, a par de outras como responsabilização e liderança. Com efeito, um bom gestor deverá ser um líder, melhor dizendo O líder da sua equipa, cabendo-lhe a última palavra na altura de decidir. Deverá ser, igualmente, o primeiro a (auto) responsabilizar-se caso as suas decisões se revelem erróneas.

A falta de estratégia desportiva no Sporting Clube de Portugal é cada vez mais evidente e notória. Sempre que Cristiano Ronaldo marca um golo, sempre que Nanai marca um golo, sempre que Simão Sabrosa envergou a camisola de um rival, sempre que se avalia Ricardo Quaresma em 40 Milhões de Euros (Cristiano Ronaldo foi vendido por 37,5% deste valor...), e até, sempre que perdemos com o Vitória de Setúbal.

Será necessária mais alguma participação numa Pós-Graduação em Gestão Desportiva de algum dos elementos a trabalhar no Sporting?

Importa saber quem define esta estratégia desportiva, quem define, e quais são, as suas linhas mestras, os seus vectores de actuação e os seus limites. Importa saber, então, quem é O Gestor!

Hoje, segundo a imprensa, entrámos numa nova fase de reflexão na SAD e no Clube. Nem a Ofensiva 1906, que se identifica como “Movimento Independente de Reflexão Sportinguista” precisa reflectir tanto sobre um tema que parece tão evidente a todos quantos observam o quotidiano sportinguista há largos anos. Sejamos claros! A conclusão é una: existe clara incompetência nalguns sectores internos do Sporting Clube de Portugal.

Se António Gedeão estivesse entre nós, diria hoje “os resultados comandam a vida”. É um facto que a massa associativa do Sporting só se move em uníssono nestas ocasiões.

Nos maus momentos do clube. Esquecendo-se, afinal, quem são os principais responsáveis por este momento actual do clube.

Têm a palavra os Leões de Prata, aqueles que se habituaram a ver o Sporting a não vencer mas que orgulhosamente envergavam os seus míticos pullovers verde e brancos nos estádios por esse país e Europa fora.

Têm a palavra aqueles que ainda acreditam na visão desenhada pelo Visconde de Alvalade : “Queremos que este seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”.

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